terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Nidação: minhas duas experiências!

Acho que o tema nidação deve ser um dos temas mais pesquisados na internet, afinal a maiorias das mortais "tentantes" desse mundo sofre de um mal chamado ANSIEDADE kkk... É só a gente parar de usar métodos contraceptivos que começa a se sentir um pouco grávida a cada mês... Bom, posso me incluir nesse grupinho querido aí e sou quase uma "expert" no assunto, tendo em vista a quantidade de pesquisas que fiz sobre o tema na internet :)

Vamos começar explicando a parte teórica da coisa... Afinal, o que é nidação?? Nada mais que o processo de fixação do embrião na parede uterina...


Vou deixar essa parte da teoria pra minha amiga wikipedia, querendo saber mais clique aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nida%C3%A7%C3%A3o

Pois bem, pelas minhas pesquisas descobri que a nidação pode acontecer de 3 formas: com sangramento, cólicas ou totalmente sem sintoma algum... No meu caso, sou uma pessoa bastante sensível e costumo prestar atenção sempre aos sinais do meu corpo... Por sorte, nas duas vezes que engravidei tive sintomas bastante expressivos que me fizeram ter a certeza absoluta que estava realmente grávida.

Na minha primeira gravidez, do Davi, tive cólicas fortíssimas bem no período que seria a nidação (ou seja, uns 15 dias após a ovulação). Não tive nada de sangramento, mas as cólicas foram totalmente fora do normal e eu lembro de me encolher de dor... Duraram alguns minutos e passaram...

Na minha segunda gravidez, da Camila, a obstetra já tinha me explicado que poderia ser totalmente diferente e não necessariamente eu teria as fortes cólicas novamente... E assim foi, não tive nenhuma dorzinha, mas tive sintomas idênticos à TPM uns dias antes, bastante inchaço e tive um pequeno sangramento que eu jurava ser a menstruação chegando um pouco antes do previsto. Eu estava viajando e tinha ido caminhar na esteira do hotel, quando subi para tomar banho, fui ao banheiro e após me limpar notei o sangramento... O que me chamou a atenção é que estava em quantidade maior do que normalmente vinha no início do meu período menstrual e com sangue bem vivo (geralmente quando eu fico menstruada o sangue do início é rosa claro)... Esse sangramento apareceu em mais duas vezes que fui ao banheiro naquele dia e mal sujou o absorvente... No outro dia sumiu por completo. Três dias depois notando que aquilo estava fora do normal e faltando um dia para o dia que a menstruação de fato deveria descer, fiz o teste de urina que deu positivo e algumas horas depois confirmei com o exame de sangue :)

Nas minhas duas gestações descobri que estava grávida muito cedo, com apenas 4 semanas de gestação, graças a ter uma nidação "sintomática"... Mas conheço inúmeros casos em que as mulheres não sentiram absolutamente nada!

Minha dica é não fique ansiosa! Apesar de isso ser quase impossível kkk... Tente escutar os sinais que o seu corpo dá. No meu caso, da primeira vez as cólicas foram anormalmente fortes, mas tem gente que as têm em menor intensidade... Na segunda vez, eu tive um sangramento pontual, com sangue vivo, que parou no mesmo dia... Mas já vi relatos de mulheres que sangraram por 3 dias e tb era nidação... Então, infelizmente não é uma receita de bolo e pode mudar de gravidez para gravidez!

Acalme seu coração que logo o seu positivo estará nas suas mãos :)

Beijos,
Elis

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Como foi a minha cerclagem...


  Como quem é vivo sempre aparece, cá estou eu ressuscitando este blog, pois novamente resolvi me aventurar com mais um baby em casa :) Estou grávida atualmente de 20 semanas e como já contei aqui, na minha gestação anterior tive dilatação precoce (com 18 semanas) e diagnóstico de colo do útero curto. 

  Naquela época (2014), não faziam medição do colo e as gestantes só descobriam o problema após perder 1 ou mais bebês... Mas eu sempre tive uma relação de escutar minha intuição e dar atenção aos sinais do meu corpo e percebi, às 18 semanas, que sentia um peso estranho na região vaginal, como se fosse uma pressão... Insisti até que minha GO resolveu fazer o exame de toque e realmente lá estava eu como 1 cm de dilatação e orifício externo do colo aberto... Bom, nem preciso dizer que foram longas semanas de repouso, desespero e utrogestan, até que com 34 semanas o Davi nasceu, num rápido parto normal, lindo, forte e saudável! Ficou na uti após 4 dias de nascido, mas pq estava com amarelão, de resto estava perfeitinho :) Na época da gravidez, fiz duas medições do meu colo na emergência obstétrica, as quais eram 3,3 cm com 19 semanas e 3 cm com 25 semanas (mas com pressão o colo diminuía para 2 cm)

  Eu já sabia que numa futura gestação, possivelmente teria que fazer a cerclagem e me preparei psicologicamente para isso. Enfim, esperei até o Davi ter uma idade em que tivesse um pouco mais de autonomia, pois sabia que talvez pudesse precisar de repouso novamente. Ano passado ele completou 4 anos em janeiro e em setembro recebi meu novo positivo!

A minha GO me orientou a fazer a ecografia para medição do colo do útero (que agora é de praxe fazer), juntamente com a ecografia de translucência nucal, pois a cerclagem só seria feita após a confirmação de que o feto não possuía nenhum tipo de síndrome. Enfim, com 12 semanas realizei os exames na Ecofetal com o Dr. Eduardo Becker, super conhecido e renomado aqui em Porto Alegre. Fizemos 3 exames: rastreamento cromossômico (o qual foi particular), medição do colo e avaliação doppler das artérias uterinas (acho que o nome é esse). Tudo ok com o bebê, com as artérias e melhor ainda com o colo, que media 3,6 cm, uma medida considerada normal.

  Levei os exames na GO e ela ficou muito em dúvida sobre fazer ou não a cerclagem... Falou que era uma cirurgia com riscos e que meu colo não tinha valores preocupantes para tal... Que o parto prematuro de antes poderia se dar por vários outros fatores que não o tamanho do colo, me deu algumas explicações científicas e etc, e disse q podíamos ter 2 alternativas: colocar um pessário caso o colo diminuísse em um mês ou fazer uma cerclagem de emergência mais pra frente caso fosse necessário. Sinceramente estas alternativas não me deixaram nem um pouco tranquila e meu maior medo era ter que ficar nessa situação de risco iminente de perda e ter que fazer novamente repouso.

  Bom, conversamos bastante a respeito do assunto posteriormente por whats app e decidimos ouvir uma segunda opinião de uma GO especialista em gestação de risco. Minha GO deixou agendada minha cerclagem para o dia 21/12 (pois nessa época era bem difícil conseguir horário no bloco cirúrgico) e eu consegui um encaixe com a especialista (pagando a consulta) um dia antes da cirurgia. Foi tudo correndo, no sufoco, pois fiz os exames com 12 semanas e a cerclagem foi agendada para 14 semanas (lembrando que fazer essa cirurgia até as 16 semanas é o ideal, pois tem menos riscos). 

  A consulta com a especialista (Dra. Janete Vetorazzi) foi ótima, me tirou um milhão de dúvidas, me pediu vários exames, me examinou e aconselhou a já iniciar o uso do utrogestan e a realizar a cerclagem, pois meu colo atualmente era mole , foi curto com 25 semanas na gestação anterior e já tive um parto prematuro anteriormente. Disse que se eu quisesse, poderia também colocar um pessário depois da cirurgia para ter mais segurança, pois ele daria sustentação ao peso do bebê. Obs: Essa opção do pessário optamos por utilizar apenas se necessário futuramente, até pq não tem cobertura pelo plano de saúde e eu teria que desembolsar quase 2 mil reais.

Após essa segunda opinião, o martelo foi batido e dia 21/12 realizei a cerclagem no hospital Moinhos de Vento, aqui em Porto Alegre. Precisei de 8h de jejum e a princípio minha cirurgia seria feita com anestesia raquidiana, mas na hora o anestesista resolveu optar por anestesia geral, pois a recuperação seria mais rápida e eu não precisaria ficar 24h internada. Confesso que eu já estava apavorada com a ideia de tomar uma raqui (pois nunca tinha tomado anestesia na vida, nem no parto do Davi, que como disse, foi tão rápido que nem deu tempo pra anestesia), mas fiquei mil vezes mais atucanada quando falaram em anestesia geral. Tive medo, principalmente, de fazer mal para o bebê, mas segundo os médicos a dose seria pouca e não afetaria o feto, ele apenas ia dormir um pouco também.

  A cirurgia durou 30 minutos e eu acordei ainda no bloco cirúrgico (parece que antes de eu lembrar, pois a GO disse que inclusive escutamos o coração do bebê, mas eu esqueci pq a anestesia geral dá perda de memória!).

  A cirurgia terminou as 17h30 e fiquei até umas 21h na recuperação. Depois recebi alta. Não senti dor, só um pouco de cólica no hospital pq colocaram um tampão com gases no local (dentro da vagina), mas depois que a enfermeira retirou, as cólicas passaram (doeu um pouco pra retirar o tampão, mas foi mais por falta de jeito da enfermeira). Tive um pouco de náusea por conta da anestesia, mas logo passou. Tive pouco sangramento, parou no dia seguinte.

  Não precisei tomar remédio para dor (só tomei no hospital e depois não precisei) e tomei por 10 dias Nifedipina (um remédio para pressão arterial, mas que também é usado para evitar contrações uterinas). No dia 23/12 fiz uma ultra na emergência do hospital por orientação da minha GO, pois no bloco cirúrgico não tinha o equipamento e apenas tinham escutado o coração do bebê. Graças a Deus, tudo ótimo com o baby!

  Uns 25 dias depois da cirurgia, precisei ir na emergência obstétrica pois me apareceu um cisto na região da vagina (esse é assunto para outro post, mas já adianto que não tem nada haver com a cerclagem ou gravidez) e aí mediram meu colo e deu 3,9 cm. Dois dias depois tinha consulta com minha GO e ela mediu o colo também (ela tem aparelho de ultra no consultório) e deu 3,4 cm. Por incrível que pareça, essa discrepância entre as medidas não tem nada haver com o colo ter diminuído em 2 dias, mas sim está relacionado ao equipamento e sensibilidade do médico que está avaliando. Por isso o ideal é sempre fazer no mesmo local e com o mesmo médico. Combinamos de medir sempre no consultório da minha GO, mas segundo ela a medida estava ótima.

  Vou confessar que mesmo com uma medida considerada boa, eu mantenho um repouso relativo desde o dia que descobri a gravidez. Eu parei com atividades físicas, faço o mínimo de esforço possível e estou em abstinência sexual. A GO especialista em gestação de risco disse que eu estava fazendo bem, pois é melhor prevenir, do que remediar. Logo após a cerclagem fui orientada a fazer 2 dias de repouso absoluto e depois poderia seguir vida normal, mas mantendo abstinência sexual. Eu dou umas saídas rápidas, mas não todos os dias, e procuro não ficar muito tempo em pé. Tive que dar uma parada com meu trabalho de fotógrafa e sigo com o artesanato em feltro (até para ocupar minha mente), mas evitando ficar muitas horas sentada, procuro sempre ficar mais pra deitada (minha coluna vai agradecer daqui a pouco...sqn!). 

  Ah, continuo usando o utrogestan todas as noites (e vai ser assim até o fim, segundo a GO de alto risco), tenho notado que tenho menos muco que antes da cirurgia e ainda sinto o peso na região vaginal (mas acredito ser normal). Cada cólica diferente é sinal de preocupação pra mim, tenho medo todos os dias, mas também estou fazendo tudo que posso para que meu colo continue com essas medidas ótimas :)

  Na próxima semana farei a morfológica do 2º trimestre e tenho consulta com a GO para avaliar o colo! Nem preciso dizer o quanto estou ansiosa, né? O lado bom é que o bebê (ou melhor, a bebê, pois o Dr. Eduardo me garantiu que é uma menina, mas eu ainda não estou acreditando, rs) já mexe mais que passista de escola de samba e me deixa tranquila que lá dentro tá tudo de boas hehe... Em breve volto aqui para contar as cenas dos próximos capítulos!

  Talvez eu crie um instagram futuramente para trocarmos figurinhas, o que acham? Sei que blog é fora de moda kkk, mas curto mais poder escrever bastante aqui, sem tanta exposição como é no instagram... Vou pensar no assunto ainda!

Beijos,
Elis