quarta-feira, 6 de abril de 2016

Hipotireoidismo e gravidez

O hipotireoidismo é uma deficiência na glândula da tireoide, que acaba não produzindo hormônios suficiente à necessidade do organismo. Nesse caso, os níveis de tetraiodotironina (T4) estão abaixo do necessário, fazendo com que o metabolismo fique lento e causando cansaço, sonolência, dificuldade de perda de peso, unhas e cabelos quebradiços, etc. A pessoa com hipotireoidismo deve fazer suplementação diária com levotiroxina, normalmente pelo resto da vida.

Hipotireoidismo e gravidez

Hipotireoidismo na gravidez

O hipotireoidismo não tratado pode trazer problemas à fertilidade da mulher e também causar aborto espontâneo. O que acontece, na maioria das vezes, é a mulher ser portadora dessa doença e não ter conhecimento, só a descobrindo após a perda gestacional. Por isso é muito importante iniciar o pré-natal assim que descoberta a gravidez e fazer o acompanhamento certinho. Encontrei um site bem esclarecedor sobre o assunto (http://www.endocrino.org.br/tirando-duvidas-sobre-tireoide-e-gestacao/), vou transcrever o trecho que achei mais interessante:


"Existe uma interação importante entre os hormônios tireoidianos (HT) e os ovários. Assim, receptores tireoidianos, que são estruturas através das quais os HT atuam, são expressos nos oócitos e células da granulosa do ovário. Os HT sinergizam com FSH (hormônio hipofisário que estimula o ovário) para exercer efeitos estimulatórios diretos nas células da granulosa incluindo diferenciação morfológica. Estudos experimentais mostram que o T4 (hormônio da tireoide) é necessário para taxas máximas de fertilizações e desenvolvimento do óvulo fecundado."

Tireoide de Hashimoto

Bom, eu tenho a Tireoide de Hashimoto, ou seja, meu corpo produz anticorpos contra a glândula tireóide, sendo o hipotireoidismo uma doença crônica. Descobri o problema em 2004 e desde lá faço acompanhamento com endocrinologista e uso diário de Puran T4 (o que continuarei fazendo até o meu último dia de vida). Como minha gravidez foi planejada e minha tireoide estava controlada, assim que recebi o positivo marquei uma consulta com a minha endócrino. Nem preciso dizer que com 5 semanas de gestação meus hormônios T4 e TSH já estavam completamente descontrolados (risos). Mas é algo totalmente normal e demorou um mês para regulá-los. Tive que fazer acompanhamento mensal com consultas e exames de sangue para medição dos hormônios.

Minhas doses de Puran T4 foram alteradas com frequência, até após o parto, pois os hormônios da gravidez e da amamentação mexem muito com o corpo. Fiz o tratamento certinho, não faltei em nenhuma consulta e meu bebê se desenvolveu perfeitamente e nasceu vendendo saúde. Portanto, é plenamente possível engravidar e manter uma gravidez tendo hipotireoidismo, basta fazer o pré-natal corretamente e o mais cedo possível e manter o acompanhamento mensal com um endocrinologista.

Beijocas,

Elis

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Quando medicar a febre do bebê?

Febre em bebê

O Davi era um bebê que até o 1 ano e 1 mês de vida teve apenas um episódio de febre na vida, então até o mês passado eu não tinha noção nenhuma de quando realmente eu deveria medicá-lo. Tenho uma conhecida que é alemã e não medica a filha de 3 anos praticamente nunca. A menina não toma vacinas, só toma no máximo homeopatia e já convulsionou por causa de febre alta. Todo mundo, inclusive eu, achava esta mulher uma louca desvairada por fazer essas coisas.

No entanto, após a última consulta com a pediatra do Davi, eu passei a entender a conduta dela. Os europeus, ao contrário de nós brasileiros, apenas medicam em última hipótese. E isto tem uma razão: a febre é o primeiro indício de que o corpo da criança está lutando contra algo que está o ameaçando, seja vírus, germe ou bactéria. Se a gente corre e já sai medicando, não damos tempo do corpo tentar lutar contra este agente nocivo. O sistema imunológico fica fraco. Por isso que qualquer médico só considera febre mesmo quando a temperatura passa de 38 graus. Se a criança está com febre, mas está bem, brincando, comendo, agindo de modo normal, não há porque se preocupar. De outro lado, se ela está com 37,5 (o que não é considerado febre), mas está apática, prostrada, visivelmente desconfortável, ela deve ser medicada.

febre em bebê de 1 ano


Quando devemos medicar a febre do bebê? 

Lembro que tudo isso me foi explicado pela pediatra do Davi, médica que confio cegamente por N razões. Ela me explicou que devemos utilizar do bom senso para medicar a febre. Outra coisa que ela me falou, que me deixou surpresa, é que se o bebê está com febre, mas dormindo bem, não se deve acordá-lo para medicar. Se ele estiver realmente mal, ele vai acordar e reclamar. E é verdade, ao menos com o Davi, não existe nada que o incomode que ele deixe passar em branco (risos). Ah, e você deve estar pensando, e as convulsões? Afinal, uma criança com febre convulsiona rapidinho. Ela me deu uma aula, explicando que a criança convulsiona pelo choque do aumento rápido de temperatura, que é algo normal, não causa sequelas, mas que traumatiza a maioria dos pais.

Resumo da ópera, a lição que eu tirei da aula sobre febre que a Dra. Anice me deu foi que devemos SEMPRE utilizar o bom senso em qualquer situação de febre. Se a temperatura não está alta, mas o bebê está se sentindo mal, medique. Se a temperatura está febril, mas ele está bem, espere mais um pouquinho. Agora, se ele está com a febre alta, estando ou não se sentindo mal, medique para evitar que ele convulsione. Sempre lembrando de seguir o antitérmico receitado pelo seu pediatra, pois existem três tipos de antitérmicos: Paracetamol, Ibuprofeno e Dipirona, e cada um é adequado para um tipo de febre - baixa, moderada e alta.

Espero ter ajudado de alguma forma!
Beijos,
Elis

Decoração de festa de um aninho com tema luau - Faça você mesmo!

No final de janeiro deste ano, o Davi completou o seu primeiro aniversário! Como era época de férias da maioria das pessoas, optamos em fazer a festinha no final de fevereiro. Como não estou trabalhando e o preço de tudo anda um tanto astronômico, resolvi fazer uma festa simples, com poucos convidados, no salão de festas do prédio dos meus sogros, a decoração feita (tema luau) por mim e alguns dos quitutes feitos pela dinda do Davi que é prendada nessas coisas! Deu para fazer uma festinha bem bacana e enxugar bastante os gastos. Vamos aos detalhes:

mesa de aniversário de um aninho com tema luau


Aniversário de 1 ano tema luau!!

Bolo fake: 

Como era um dia muito quente, optei por fazer um bolo fake com eva e deixar na mesa, inclusive com a velinha para cantarmos os parabéns. O bolo verdadeiro ficou bem guardadinho e conservado na geladeira do salão. Comprei três bases de isopor, colei o EVA branco (tentei fazer sem emenda, mas não consegui :( ), colei três flores artificiais e fiz uma carranca com EVA colorido. Até que ficou bonitinho, né?!

festa de um aninho com tema luau

Mesa principal: 

Fiz uma saia havaiana com TNT e colares havaianos para a mesa. No fundo, coloquei uma esteira simples de palha, duas pranchas de EVA e bandeirinhas de EVA com o nome do aniversariante. No teto, coloquei três luminárias japonesas. Os enfeites da mesa foram brinquedos dele mesmo, um macaco de pelúcia com colar havaiano, um minion havaiano, baldinhos de praia (coloquei doces dentro), brinquedinhos de plástico de tomar banho com formatos de coisas do fundo do mar como estrela e carangueijo. As caveiras e kombis com prancha peguei emprestado da decoração do quarto do meu cunhado. Comprei mini luminárias rústicas, letrinhas em mdf e pintei com cores neon, um mini caixote de frutas e coloquei dois abacaxis. Por fim, comprei forminhas de doces em formatos de flores bem coloridas para dar um toque bem havaiano.

festa de um aninho com tema luau

festa de um aninho com tema luau

festa de um aninho com tema luau

Mesas dos convidados: 

Fiz as toalhas com TNT e usei as cores para combinar com as pranchas da mesa principal. Os enfeites de mesa foram de dois tipos: um baldinho com papel crepom simulando um vaso de flores. Coloquei argila dentro e finquei três espetinhos, um com uma florzinha surf, um com uma prancha e outro com uma bolinha escrito #Davi1. O outro enfeite fiz plaquinhas de praias com argila, areia e palitos de sorvete.

Aloha - festa de um aninho com tema luau

festa de um aninho com tema luau

quando 1 aninho com tema luau

Outros penduricalhos de decoração:

Fiz uma guirlanda bem simples com o mesmo tipo de flores artificiais que coloquei no bolo fake, um mural de fotos tipo varal com prendedores e uma lousa que agora virou hit nos aniversários. Essa lousa eu fiz de papel mesmo, um papel mais duro e fiz a moldura com EVA mais grosso.

festa de um aninho com tema luau

Caixa de presentes:

Fiz uma saia havaiana com papel crepom verde e colei em volta. Joguei um colar havaiano e coisinhas de praia e pronto! Bem simples e fácil de fazer!L
lembrancinha  - festa de um aninho com tema luau

Lembrancinhas: 

Fiz com mini garrafinhas de plástico e adaptei as rolhas porque não achei do tamanho. Coloquei confeitos coloridos dentro e fizemos um adesivo com uma foto dele para colar em volta. Ficou tipo aquelas garrafas de mensagem que são jogadas ao mar :)

Peguei todas essas ideias na internet e comprei todas essas coisas em lojas de festa, como Casa das Cestas e Linna (aqui em Porto Alegre) ou então em lojas de 1,99! Ah, esqueci de dizer que para a área externa alugamos uma piscina de bolinhas e um pula-pula (por R$140) e as crianças amaram!

Mais idéias de festa com tema luau

Beijos,
Elis

Com quantas semanas dá para descobrir o sexo do bebê?

11 em cada 10 mamães, assim que descobrem a gravidez, não se aguentam de ansiedade em saber o sexo do bebezinho que está por vir. Se alguém inventasse um exame que revelasse o sexo do nenê, juntamente com o positivo da gravidez, certamente ficaria milionário! No entanto, só é possível descobrir se vem uma guriazinha ou um gurizinho por aí da seguinte forma:



Com quantas semanas dá para descobrir o sexo do bebê?

Quando é possível saber o sexo do bebê? 

  • Após as 9 semanas de gestação com o exame de sexagem fetal - Dizem que o preço é bemmm salgado e que é passível de erro...Eu, na minha humilde opinião, não arriscaria!
  • Após as 12 semanas de gestação no exame de translucência nucal - Esse é aquele exame onde se mede a nuca do bebê para avaliar os riscos de determinadas síndromes. É bem difícil conseguir determinar com precisão o sexo do bebê nesse exame, principalmente se for menina, mas existem médicos com um dom especial que conseguem (risos). Eu fiz o exame com uma médica assim, minha GO a recomendou, e com 13 semanas de gravidez eu já tinha palpite de 80% de chances de estar esperando um menino, o que logo se confirmou!
  • Após as 16 semanas de gestação com qualquer ecografia - Nessa fase o sexo do bebê já está formadinho e basta contar com a sorte de ele ou ela estar com as perninhas abertas na hora do exame para poder começar a montar o enxoval!
O jeito é segurar a ansiedade e aproveitar ao máximo essa fase de descobertas!
Beijocas,
Elis

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Criança que vai para a creche fica mais doente?

Sem sombra de dúvidas, as crianças que vão para creche ficam doentes com mais frequência do que as que permanecem em casa...Tudo isso tem uma explicação bem simples, elas entram em contato direto umas com as outras, colocam os mesmos brinquedos na boca, passam as mãos no rosto/boca/ouvido/olhos uma das outras, enfim, qualquer vírus que uma criança tiver, consequentemente vai acabar passando para a outra. Outro ponto importante, é que nessa fase, normalmente os dentinhos estão nascendo e a gengiva abre um "buraco" para o nascimento deste dente. Este buraco serve de porta de entrada para diversos germes, bactérias e vírus, contribuindo igualmente para mais manifestações de doenças. Por tudo isso, é imprescindível que os pais mantenham a carteirinha de vacinação dos filhos sempre em dia e, claro, que se mantenha o bom senso de não levar a criança doente para a escolinha para evitar o contágio e também, porque uma criança doente precisa repousar em casa, no colinho da família!


Criança que vai para a creche fica mais doente?
Fonte da imagem: robertocooper.com/tag/creche/

Minha experiência com a creche:

Desde que engravidei meu objetivo sempre foi manter o Davi em casa sob meus cuidados exclusivos até pelo menos 1 ano de idade. Apertamos o orçamento e mantivemos essa ideia. Ele nunca ficou doente e eu nunca fiquei tão exausta na vida (mas isso é assunto para outro post). Com 1 ano e 1 mês resolvemos que estava na hora de ele ir para a creche.

Fiz esta opção porque embora soubesse que ele ficaria mais doente, prefiro que ele tenha contato com outras crianças e aprenda a seguir regras, lidar com frustrações e tudo o mais que uma escolinha proporciona. Após dois dias de sucesso na adaptação, ele pegou duas viroses violentas: febre, vômitos, diarréia, catarro esverdeado, o caos total na vida de uma mãe que nunca viu seu filho doente. Para completar a tragédia, eu e o marido também pegamos as duas viroses! Foi bem traumatizante, mas não desistimos da creche.

Agora que o caos passou, vejo como um fator positivo o fato dele ter ficado doente. Óbvio que eu não quero de jeito nenhum ver meu filho doente, mas aprendi a não ficar tão apavorada com certas coisas e a medicá-lo do jeito certo. Agora, recuperado, voltamos à adaptação e ele já está doentinho novamente (coriza e tosse), mas estou tranquila, conversei bastante com a pediatra dele e ficar doente faz parte do processo, afinal ele está arrecém desenvolvendo seu sistema imunológico.

Minha dica é não se desesperar e dar uma segunda chance. Agora, se a criança emendar uma doença atrás da outra, começar a perder muito peso ou ficar com o desenvolvimento prejudicado, um plano B tem que ser analisado, pois existem crianças que realmente têm o sistema imunológico mais fraco e não podem ficar tão expostas!

Beijocas,
Elis

domingo, 27 de março de 2016

Uso de Utrogestan na gravidez

Como já contei em outro post ( Incompetência Istmo Cervical (IIC) ), com 18 semanas de gestação tive o tão temido risco de perda gestacional, comecei a ter dilatação precoce e posteriormente descobri que a genética não me foi favorável e o colo do meu útero não é longo o suficiente para segurar uma gravidez até o fim. Logo, somado à indicação de repouso absoluto, me foi orientado o uso de cápsulas de progesterona micronizada, o famoso Utrogestan.

Utrogestan na gravidez

Utrogestan

Lendo a bula não identifiquei muito bem onde meu caso se inseria, pois as indicações eram:

Distúrbios da ovulação relacionados à deficiência de progesterona, como alterações do ciclo menstrual e amenorréia secundária (ausência de menstruação). Insuficiência lútea (diminuição de progesterona na segunda fase do ciclo). Deficiência de progesterona, na pré-menopausa e na reposição hormonal da menopausa (como complemento à terapia com estrogênio). Por via vaginal, Utrogestan® é indicado também na implantação do embrião e manutenção da gravidez durante o primeiro trimestre. (http://www.medicinanet.com.br/bula/5295/utrogestan.htm)

No entanto, conversando melhor com minha GO (pois quem me receitou inicialmente foi a médica do plantão na emergência obstétrica) e pesquisando na internet, fiquei sabendo que este milagroso remedinho serve para previnir partos prematuros, pois ele diminuiria as contrações uterinas. Existem vários estudos em andamento, mas parece que mulheres que têm o cólo mais curto, como é o meu caso, teriam deficiência na produção deste hormônio. Enfim, são várias teorias e achei esta matéria da Revista IstoÉ bem esclarecedora, vale a pena dar uma lida:  http://www.istoe.com.br/reportagens/74957_OS+AVANCOS+PARA+EVITAR+O+PARTO+PREMATURO

Bom, o Utrogestan é uma cápsula com um gel dentro, que pode ser ministrado de forma oral ou vaginal. Na forma oral, ou seja, tomando a cápsula como um comprimido, os efeitos colaterais são punks, eu nem testei porque fui advertida pela GO e li horrores nos fóruns de internet. Parece que dá enjoo, sono, dor de cabeça, mal estar, etc. Na via vaginal, a única coisa chata é colocar no lugar certinho, ainda mais com um barrigão no meio do caminho (risos). Ah, e eu costumava usar aqueles absorventes tipo proteção diária, porque eu inseria um comprimido de 200 mg antes de dormir e sempre escorria um pouco do gelzinho durante a madrugada. No mais, nada de efeitos colaterais e usei este remédio das 18 às 34 semanas de gestação. Minha GO apenas disse que não poderia passar o uso das 34 semanas, pois depois poderia dar problemas, mas acabamos não adentrando no mérito da questão.

Ah, lembrando que eu tive um menino e ele não teve nenhum problema de saúde pelo uso deste medicamento! (Li relatos de pessoas preocupadas com isso na internet!)

Então, se você foi orientada pelo seu médico a usar a progesterona micronizada, não hesite em seguir o tratamento à risca, pois é fundamental para manter uma gravidez de risco!
Beijos,
Elis

sábado, 5 de março de 2016

Salário-maternidade para mamães desempregadas

Como obter o Salário-maternidade estando desempregada

O salário-maternidade é um benefício previdenciário pago às mamães (sejam naturais ou adotantes) que contribuam para o INSS. Normalmente ele é pago para mães seguradas ao entrarem em licença maternidade. Acontece que muitas mães desempregadas têm direito à este benefício e não têm conhecimento disto!

Salário-maternidade para mães desempregadas

Requisitos para o Salário-maternidade para mamães desempregadas


Se você pediu demissão ou foi dispensada e estava trabalhando com carteira assinada ou de forma autônoma, mas com recolhimento de INSS, por no mínimo 10 meses, e engravidou no período dos 12 meses subsequentes, você tem direito ao salário maternidade, pois estava no chamado "período de graça". Ou seja, você não estava trabalhando, mas sua qualidade de segurada do INSS se manteve. No entanto, é importante prestar atenção a estes três requisitos:

  1. Ter trabalhado por no mínimo 10 meses (carência exigida), 
  2. Ter contribuído para o INSS e, 
  3. Ter engravidado nos 12 meses seguintes ao da rescisão do contrato de trabalho.

Esse prazo de 12 meses é aumentado em mais 12 meses (totalizando 24) se você for cadastrada no SINE ou tenha recebido seguro-desemprego no "período de graça". Outra situação que igualmente aumenta o prazo para mais 12 meses (totalizando 24) é se você tiver mais de 120 contribuições consecutivas ou intercaladas mas sem a perda da qualidade de segurado.

Uma observação importante:

O salário-maternidade não pode ser acumulado com os seguintes benefícios: auxílio-doença ou outro benefício por incapacidade, seguro-desemprego, renda mensal vitalícia e Benefícios de Prestação Continuada (BPC-LOAS).

Para solicitar o benefício você deve agendar o atendimento pelo telefone na Central 135 ou na internet pelo site www.previdencia.gov.br.

Documentos Necessários

No dia e hora agendados, basta comparecer na agência com os seguintes documentos:

  • Documento de identificação com foto e número do CPF 
  • Carteira de trabalho se funcionária 
  • Carnês ou outros comprovantes de pagamento ao INSS se autônoma
  • Certidão de nascimento do bebê.

O benefício é calculado no valor de 1/12 avos da soma dos últimos 12 últimos salários de contribuição apurados em período não superior a 15 meses.

Minha experiência: 

Eu estava desempregada quando o Davi nasceu e ainda no período de graça. Ele nasceu no fim de janeiro de 2015 e no início de fevereiro me dirigi ao site para agendar o meu atendimento na agência. Só consegui horário para início de abril. Fui na agência do INSS no dia e hora agendados, fui chamada no horário certinho, apresentei os documentos no guichê e no atendimento você informa se quer que depositem o valor total na sua conta ou se quer sacar na Caixa Econômica Federal com o cartão cidadão. Eu preferi o depósito em conta e em 20 dias aproximadamente tive o valor total depositado na minha conta bancária. Tudo muito tranquilo e certinho! Então vale a pena conferir se você não está no período de graça também e solicitar o seu benefício!
Beijos, Elis